Catarinense, nascido em 1946, na cidade de Joaçaba. Um dos mais expressivos realizadores do cinema independente, escreveu sobre cinema no Suplemento Literário do jornal O Estado de S. Paulo entre 1964-65.
Estreou na direção em 1967, no curta Documentário, com o qual recebeu o prêmio de melhor curta e uma viagem a Cannes> Na viagem, pensou num roteiro sobre um fora-da-lei, que deixa uma cidade inteira em pânico. No retorno recebeu jornais e leu as manchetes sobre o Bandido da Luz Vermelha, que aterrorizava São Paulo. Assim surgiu seu primeiro longa, O Bandido da Luz Vermelha, em 1968, um dos mais premiados filmes brasileiros, indicado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. Em 1969 filmou A Mulher de Todos, com Helena Ignez (a musa do Cinema Novo) e Jô Soares. Em 70, junto com Júlio Bressane e Helena Ignez fundou a antológica produtora Belair, onde produziu e dirigiu, entre outros, Copacabana Mon Amour (trilha original de Gilberto Gil) e Sem Essa, Aranha, inédito no circuito comercial, um consagrado filme experimental, clássico do cinema de vanguarda. Outras realizações suas são Abismu (1977), com José Mojica Marins, e a trilogia sobre Orson Welles: Tudo é Brasil (1998), A Linguagem de Orson Welles (1991) e Nem Tudo é Verdade (1985).
Rogério Sganzerla morreu em 9 de janeiro de 2004 e sua última criação foi o filme O Signo do Caos, concluído em 2003, um antifilme, segundo seu autor.