Fernanda Montenegro

por Neusa Barbosa

Fernanda Montenegro é uma das poucas unanimidades nacionais, sendo considerada por todos – público, crítica e colegas – a maior atriz do Brasil. É também a primeira brasileira a ter uma indicação ao Oscar (de protagonista, em 1999, por Central do Brasil, de Walter Salles). Na ocasião, ainda que voltar para casa com a estatueta se mostrasse missão impossível, dado o calibre das outras atrizes candidatas, todos no Brasil assistimos à cerimônia em clima de Copa do Mundo. Ironicamente, a descoberta de Fernanda Montenegro pelo cinema se deu depois do rádio, do teatro e da tevê – seu primeiro filme aconteceu quando já tinha 36 anos. Mesmo sendo um ícone lendário do teatro brasileiro, teve em muitos filmes pequenas participações especiais. Mas sua tardia consagração internacional talvez tenha se dado justamente em função dessa maturidade profissional. Nascida Arlete Pinheiro da Silva, no Rio de Janeiro, de modesta família de imigrantes portugueses e italianos, tornou-se locutora, redatora e rádio-atriz aos 15 anos, ao passar em Concurso da Rádio Ministério da Educação. No teatro amador, do qual participava também Nicette Bruno, Beatriz Segall, conheceu Fernando Torres, que viria a ser o marido e companheiro de toda a vida. Com ele teve os filhos Cláudio, diretor de cinema e Fernandinha, atriz. Sua estréia profissional como atriz de teatro ocorreu em 1952, com a peça Loucuras do Imperador. No entanto, sua carreira somente veio a se consolidar quando, juntamente com o marido, os atores Ítalo Rossi, Sérgio Britto e o cenógrafo e diretor Gianni Ratto, formou sua própria companhia, o célebre Teatro dos Sete. Desde então no palco, no cinema e na televisão, participou de momentos antológicos e gloriosos da dramaturgia brasileira. Parte de sua história é revivida neste livro-depoimento, escrito pela jornalista Neusa Barbosa, que integra a Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, em sua proposta de registrar e celebrar os grandes momentos da vida cultural brasileira.




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  • 31-03-12 - Bruno Mattos

    Sem dúvida alguma, Fernanda foi, é e sempre será, personagem grande e fundamental na história do teatro e da arte brasileira... Eu como um bom estudante de teatro e futuro ator, com certeza, tenho como referência Fernanda... entre outros, Sergio Britto. Grandes amigos, contribuidores, amantes do teatro e que sempre serão lembrados por seus grandes feitos. Viva o teatro! Viva Fernanda!